Você provavelmente já ouviu falar sobre a cama compartilhada entre pais e bebês com menos de um ano, não é mesmo? Embora muitas famílias tenham o costume de dormir com os pequenos nos primeiros meses de vida, o tema ainda gera debate.
Entenda melhor sobre as vantagens e desvantagens dessa prática no artigo de hoje!
O que é a cama compartilhada entre pais e bebês?
A cama compartilhada é uma prática onde a família da criança deixa que ela durma na mesma cama, geralmente nos primeiros meses de vida do bebê.
O objetivo é, muitas vezes, facilitar na amamentação noturna, fazer com que a criança durma mais rápido e melhor (já que estará na presença dos pais) ou mantê-lo mais próximo para verificar se está tudo bem com o pequeno. Veja os prós e contras a seguir.
Os prós e contras da cama compartilhada
As famílias escolhem deixar o filho perto na hora de dormir porque acreditam que estão fortalecendo a relação familiar e até mesmo ajudando o desenvolvimento da criança com maior segurança afetiva.
No entanto, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) não indica a prática com o argumento de que possui mais contras do que prós, como o risco dos pais dormirem profundamente e acabarem machucando o bebê.
Em contrapartida, a cama compartilhada facilita a hora de cuidados, principalmente para as mães, que estão doloridas após o parto e não precisam se deslocar para outro quarto para amamentar, trocar ou só verificar a criança. Essa é uma grande vantagem.
Especialistas que são a favor da prática
Em uma entrevista para a publicação CRESCER, da editora Globo, o antropólogo da Universidade de Notre Dame (EUA), James McKenna, trouxe a prática breastsleeping (amamentar o bebê enquanto a mãe e o bebê estão dormindo) como uma vantagem.
No entanto, ele não deixou de destacar a importância das precauções, como evitar o uso de almofadas e cobertores e não esquecer de deixar o bebê na melhor posição para dormir (é indicada que seja a de barriga para cima com o rosto virado para o lado).
Por fim, alguns especialistas afirmam que existe a chance do bebê ficar mal acostumado e não conseguir dormir sozinho depois de mais velho. Mas isso é bem relativo, então não pode ser apontado como uma total vantagem ou desvantagem da cama compartilhada.
É possível dormir perto do bebê sem fazer cama compartilhada
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os bebês durmam perto dos pais até os seis meses, mesmo não sendo cama compartilhada. Essa, afinal, é uma decisão exclusiva dos pais. Se você quer manter a criança próxima, seja qual for o motivo, existem alternativas como:
- deixar o berço no mesmo quarto, já que nessa fase o bebê pode estranhar ficar completamente sozinho;
- optar por um berço acoplado. Nele as grades laterais podem ser removidas e encaixadas na lateral da cama do casal.
Como falamos, a decisão de praticar ou não a cama compartilhada é inteiramente dos responsáveis pela criança.
Por isso, se você está seguro sobre a decisão e entende os impactos positivos e negativos que isso pode levar na dinâmica da família, indicamos que você converse com um pediatra e tire todas as suas dúvidas antes.
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